“Nunca experimentou a realidade virtual? Vou te contar como é”

Você não precisa ter um par de óculos de realidade virtual (VR) em mãos para saber que essa é a tendência do momento. A VR tem sido vista como o futuro de todos os objetos e atividades sensoriais, desde os games até os filmes e a televisão, desde as narrativas até as artes visuais.

O meu papel como crítico de programas de TV e telespectador assíduo é perguntar a mim mesmo o que esse papo de realidade virtual representa na minha vida. Eu não sou tipicamente um cara moderno. O meu trabalho como jornalista não me aproxima das engenhocas contemporâneas. Eu sou um cara alegremente centrado na TV, lutando para aprender a me virar em meio aos torrents (serviços de compartilhamento de filmes e séries), que, apesar de todas as vantagens, ainda estão presos em duas dimensões.

Apesar de tudo, entendi que cedo ou tarde eu teria que me render e conhecer a VR. Então eu peguei um par de óculos Samsung Gear VR para embarcar na minha viagem de batismo.

A realidade virtual é, na verdade, a ponte para uma realidade alternativa que me cativou instantaneamente. E não é à toa, um bosque com pássaros cantando em um belo dia ensolarado me pareceu muito mais atraente do que meu apartamento abafado. E olha que isso foi antes da Reese Witherspoon aparecer em cena ofegante, munida de sua mochila, à procura de uma pedra para se sentar e descansar.

Como personagem do filme “Livre”, de 2014, ela está sempre exausta (porém radiante).  Através dos óculos VR, ela me parece tão real e tão próxima que me fez sentir vontade de lhe pedir um gole de sua água. Em poucos segundos, Witherspoon volta à sua trilha solitária, desaparecendo entre as árvores na direção oposta à minha, tão concentrada em sua odisseia que nem me nota.

Não posso dizer o mesmo do dinossauro que veio depois. Esse, sim, me notou. Com “Jurassic World: Apatosaurus”, estou em outro tipo de floresta, parado a poucos metros de um réptil colossal que cochila esparramado na grama. Então, enquanto contemplo o cenário, ele começa a piscar, abre completamente os olhos, se levanta do chão, anda em minha direção, me examina com o olhar e me cheira com ar de curioso.

Essa segunda aventura se vai e dá espaço para “Kurios: Cabinet of Curiosities”, espetáculo do Cirque du Soleil que me leva a um universo de maravilhas. Belos e magicamente estranhos, os artistas tomam conta do palco e me aceitam como penetra, oferecendo um show incrível em 360 graus.

Por fim, confesso: a realidade virtual é um habitat de incontáveis possibilidades, um refúgio emocionante que me tira da posição de mero espectador e me leva para a cena, para a ação. Eu consigo imaginar um mundo em que a imersão na realidade virtual seja tão normal como ouvir um iPod. Mas para mim, um fã de TV, a questão mais relevante é: com a evolução da VR no campo da tecnologia e das artes, como ficará a televisão à moda antiga?

A televisão reinou por muito tempo. É um instrumento que te entretém, mas te deixa livre para outras coisas, como responder e-mails, preparar um lanche ou tomar uma cerveja. Mas a VR é outra coisa, é uma experiência de vários lados que exige muito mais comprometimento.

Por isso, talvez a TV se torne o que o rádio já se tornou, apenas um acessório, uma pequena parte de nossos dias, um suplemento para a vida real.  A VR não pretende ser só isso, ela quer mais. Em vez de suplementar, ela quer superar a vida real.

 

Texto adaptado e traduzido livremente de “Never Tried Virtual Reality? Here’s What It’s Like”

 

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