Realidade virtual contribui para recuperação de pacientes paraplégicos

Não é só no mundo do empreendedorismo e do entretenimento que a realidade virtual mostra seu poder. Uma prova do alcance dessa tecnologia é o estudo realizado na Duke University, da Carolina do Norte (EUA). Combinando interfaces cérebro-máquina, exoesqueletos e realidade virtual, os pesquisadores conseguiram resultados inéditos na recuperação de movimentos em pacientes que estavam paralíticos há décadas.

O projeto, uma derivação do Walk Again Project, de São Paulo, acompanhou oito pacientes que utilizavam, pelo menos duas horas por semana, dispositivos controlados por sinais do cérebro, ligados a um ambiente de realidade virtual. É como se as imagens de realidade virtual “fingissem” para o cérebro que as pernas estavam se movendo. O cérebro, então, começa a estimular membros que estavam paralisados.

Um ano depois do início do estudo, 50% dos pacientes tiveram recuperações relevantes, mudando seus diagnósticos de paralisia completa para paralisia parcial. Uma das participantes, que vive com paraplegia há 13 anos, conseguiu mover as pernas voluntariamente, andando com ajuda de um cinto.

Entenda melhor no vídeo da CNN!